Vamos lá! Me diga, jogue essas palavras no meu rosto. Olhe nos meus olhos e confesse que não sou nada para você, que não sabe meu nome mais, que não lembra mais meu cheiro, que não se importa com os meus sentimentos. Por quê? Porque você aparece e toma o meu coração, os meus pensamentos e depois vai, some, evapora, mas não devolve as forças que preciso para que eu siga minha vida. Não devolve minha lucidez. Fica aí. Me deixe aqui. Tenta esquecer que eu existo, porque quem sabe assim, eu desista de você. Vai embora! Me deixe sozinho, deixe-me só aqui no meu esconderijo, o refúgio da minha vida. Onde não ouço mais que o soar do toque do meu coração. Devolve as coisas lúcidas, minha sanidade, devolve! Eu sei que não há mais coração aqui dentro, porque ele é teu, não pertence a mim! Eu só queria você, eu só penso em você, quero o seu bem, quero você feliz, mas… somente por hoje. Amanhã eu quero que você desapareça da minha vida, que você suma, que me deixe, que não me toque, que não dirija a palavra a mim. Ou ao menos queria conseguir isso. Mas tudo bem, quando tudo escurecer e se um dia sentir-se só, eu estou te esperando! Só espero que isso não custe a minha vida inteira. Enquanto isso, escrevo cartas para guardá-las e ter como memórias tuas. Pode ir, que minhas sinceras amigas palavras não me abandonam, e a solidão me acompanha.

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